
[esta crítica NÃO contém spoilers]
Pois é, terminou. Parecia tão longe, tão distante, mas o fim acabou chegando a saga do bruxo mais famoso do mundo. "Harry Potter e as Relíquias da Morte" encerra com chave de ouro um fenômeno que conquistou todo o mundo e transformou J.K. Rowling na mulher mais rica do Reino Unido, como num passe de mágica.
Harry, Rony e Hermione começam a tarefa deixada por Dumbledore: localizar e destruir todas as Horcruxes, artefatos mágicos que guardam os pedaços da alma de Lord Voldemort. Somente com a destruição delas será possível eliminar de uma vez por todas o terrível vilão. Durante o trajeto os amigos descobrem as Relíquias da Morte, objetos lendários que podem ajudá-los em sua luta. A comunidade bruxa sofre as consequências causada pelo domínio irrefreável do Lorde Negro, e colocam em Harry suas últimas esperanças. A medida que avança em sua busca, Harry vai descobrindo mais sobre Dumbledore e sua própria origem.
Como um livro de encerramento Relíquias da Morte carrega o enorme fardo de encerrar e responder as maiores perguntas de toda a saga. O que o livro faz, e faz bem. Rowling condensa delicadamente cada nova revelação dos mistérios de seu universo, criando um clima de insegurança crescente conforme cada nova peça se encaixa no enorme e bem armado quebra-cabeças. Harry enfrenta seus piores medos e desafios em sequências de ação de arrepiar; e o bruxo sofre a cada perda e cada coisa que descobre sobre seu passado (e futuro). As verdades sobres seus pais, o local onde nasceu e até Dumbledore dão nó na cabeça do rapaz chegando ao ponto de não saber em quem acreditar.
Na busca pelas horcruxes os três bruxos visitam todos os lugares característico de cada livro, como o local onde aconteceu a Copa Mundial de Quadribol e o Ministério da Magia. E não são só os lugares como também a maioria dos personagens vistos nos seis livros anteriores; e em cada nova visita e novo encontro surge muita ação desenfreada cheia de emoção.
Apesar de algumas derrapadas o livro segue firme até o surpreendente e sensacional final (com exceção do epílogo digno de novelas globais). Não me arrisco a dizer que é o melhor livro da série, mas digo que é o mais emocionante, o mais bem escrito e que tem mais aventura de todos os "Harry Potter". Rowling conseguiu levar sua série maestralmente até o fim fazendo os leitores acreditarem em seu mundo e seus personagens. Parabéns Jô, mandou bem.