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25 janeiro 2011

Made in Japan #6 - O que ler/assistir?


Por Pato

Bom, eu sei que devo estar atrasado para escrever a matéria de ano-novo dessa coluna, mas como nada é impossível, resolvi fazer uma rapidinha... XD

Como não curto muito retrospectivas, acho que o que vale mesmo é dar uma olhada no que de melhor eu posso sugerir de animes e mangás para o leitor desse blog ler/assistir. Então vamos lá com os dois TOP 5 desse fim-de-ano!

(Acreditem, eu PROMETO que vou resenhar pelo menos METADE do que eu vou falar aqui em 2011... XD)

Animes

KURAGEHIME
O que é?
Um grupo de mulheres nerd solteiras, cada uma com suas manias estranhas, que vivem juntas numa pensão acabam conhecendo uma pessoa que vira suas vidas de pernas pro ar... e isso NÃO é Lova Hina!
É bom?
Muita gente consegue resumir como um The Big Bang Theory em anime, o que já é um elogio sensacional, mas vai bem mais longe do que isso! Com personagens divertidos e cativantes, tanto quanto peculiare, e uma música gostosa de ouvir que não sai da cabeça (principalmente do Sambomaster), Kuragehime pega de jeito quem assiste, deixando você tão surpreso de continuar assistindo quanto pela qualidade da série.

TEGGEN TOPPA GURREN LAGANN
O que é?
Simon, com ajuda de seu irmão de criação e uma bela e perigosa garota, luta contra os invasores alienígenas que mantém os humanos no subterrâneo do planeta!
É bom?
Imagine Evangelion misturado com as séries de super-robôs dos anos 70. Visualizou? Agora exagere AO EXTREMO, e você não vai nem chegar PERTO do que Gurren Lagann é! Comédia, aventura e drama (sem cair no meloso desnecessariamente) com selo de qualidade Gainax!

VAMPIRE HUNTER D - BLOODLUST
O que é?
Junte vampiros, caçadores de monstros e donzelas em perigo. Acrescente um clima sombrio ao melhor estilo dos faroestes clássicos num mundo cyberpunk pós-apocalíptico... tudo isso protagonizado pelo mais belo e mortal dos caçadores de vampiros e você terá Vampire Hunter D!
É bom?
Vampire Hunter D é uma das mais clássicas e duradouras séries de livros de terror (senão a mais) do Japão, o que já pede uma conferida. Além disso, vale a pena ver a adaptação para o cinema de um dos melhores livros de horror feitos no Oriente, adaptação essa feita pelo próprio autor.

GUIN SAGA
O que é?
Num mundo de fantasia em plena guerra, dois jovens órfão herdeiros de um reino caído recebem a ajuda de um poderoso e desmemoriado homem-leopardo para retomar seu reino.
É bom?
Outro dos grandes clássicos literários japoneses adaptados para as telas. Assim como Vampire Hunter D influenciou as histórias de terror modernas japonesas. Guin Saga deu origem à fantasia de capa-e-espada japonesa moderna, entre eles obras como Slayers e Lodoss War. Com um roteiro e personagens de qualidade, Guin Saga merece atenção.

MARIA-SAMA GA MITERU
O que é?
Uma jovem estudante se envolve na diferente e surpreendente vida do conselho estudantil de sua escola feminina quando é convidada a fazer parte do mesmo.
É bom?
Marimite (como muita gente chama por aí, e é mais curto... XD) é um anime bem diferente do que a gente costuma ver por aqui. Nada de estudantes em icosaedros amorosos ou com super-poderes; ou os dois!. E com o dorama vindo aí, por que não falar sobre?

MANGÁS

TENJOU TENGE
O que é?
Dois bagunceiros arrasam os mais fortes alunos de todas as escolas pelas quais passam, até o dia em que entram numa escola onde os alunos são as criaturas mais absurdamente fortes que eles já encontraram!
É bom?
É bem divertido, sem noção e cheio de ação. É a primeira obra não-hentai de Oh! Great (bem famoso por esse tipo de obra) e o traço evolui bastante assim como a história. Se você não se incomoda com um monte de mulheres nuas e pancadaria, é uma boa opção.

KARE KANO - AS RAZÕES DELE, OS MOTIVOS DELA
O que é?
Yukino Miyazawa e Soichirou Arima são os estudantes mais perfeitos do planeta e são admirados e desejados por onde quer que passem! Mas ela esconde um segredo negro... ela é uma egomaníaca sem limites! E suas vidas vão mudar para sempre assim que cruzarem seus caminhos...
É bom?
Um dos melhores mangás shoujo já lançados no Brasil, Kare Kano é um megassucesso por onde passa. Já faz um tempinho que foi lançado por aqui, mas vale a pena correr atrás.

BAKUMAN
O que é?
Dois jovens mangakás tentam se tornar o maior sucesso da mais vendida revista shonen do Japão: a Shonen Jump!
É bom?
Da mesma dupla que criou Death Note, um dos melhores títulos sendo lançados pela revista atualmente. Vale a pena não só por revelar como funciona a Shonen Jump por dentro, mas pelos grandes personagens e roteiro instigante.

HUNTER X HUNTER
O que é?
Num mundo mágico onde existem bestas mágicas, pessoas mais admiradas e perigosas são os Hunters, que procuram por todo tipo de valiosidade. Gon Freaks quer encontrar o seu pai, o maior Hunter de todos os tempos!
É bom?
Tá parado atualmente, o que é uma grande oportunidade para quem quer começar agora acompanhar do início esse mangá de Yoshihiro Togashi (mesmo autor de Yu Yu Hakushô). Grande arte e roteiro, além de tomar rumos bem surpreendentes.

NODAME CANTABILE
O que é?
Shinichi Chiaki é um brilhante estudante de música, que acaba esbarrando com a excêntrica Megumi Noda, uma aspirante a pianista profissional e achando um novo rumo em sua vida... ou, ao menos, um rumo mais estranho.
É bom?
Nodame Cantabile é um mangá josei (voltados para o público feminino adulto) que ficou bem conhecido recentemente graças a seus dorama e anime. Mas não se engane: não é só moda, é bom mesmo.

*

Bom, desculpem se ficou muito longo, mas espero que esse lista ajude a você, meu amigo leitor! Um abraço!

08 novembro 2010

Made in Japan #05 - Fullmetal Alchemist - Brotherhood

Por Pato

Olá, amados leitores do Território Nerd! Sei que fiquei mais de um mês sem postar mas ao invés de ficar aqui me lamentando e pedindo desculpas, vou começar a falar de mais uma obra vinda direto do Japão. Talvez o mangá shonen de mais sucesso no Brasil que NÃO É da Shonen Jump - na verdade ele foi editado na revista da produtora de jogos Square Enix, do mundialmente famoso Final Fantasy - estou falando de Fullmetal Alchemist, ou melhor, já que não li o mangá (XD), vou falar do segundo anime baseado no mangá, e o mais fiel dos dois: Fullmetal Alchemist - Brotherhood!

É curioso dizer que Brotherhood talvez seja até menos elogiado pelos fãs que leram o mangá do que a primeira série por um fato muito curioso: sua extrema fidelidade. Se o primeiro anime se separou totalmente do mangá depois de um certo ponto, Brotherhood tem uma fidelidade "quadro-a-quadro" que deixaria até Zack Snyder espantado. O que muitos fãs alegam é que tem coisas que não funcionam no anime como no mangá.

Brotherhood é uma das melhores animações que saiu recentemente, como os sensacionais filmes de Rebirth of Evangelion (que não são tão recentes, mas vi a pouco tempo sabe... XD). O anime e o mangá contam a história de Edward e Alphonse Elric, dois irmãos muito unidos que vivem num mundo muito parecido com o nosso no início do século 20, mas com uma espetacular diferença: lá se pratica alquimia, a arte de moldar e modificar materiais com magia, mas não sem um preço, como eles irão aprender.

Os irmãos Elric são, de certa forma, órfãos de pai (já que o mesmo os abandonou quando pequenos) e quando sua mãe morre a primeira coisa que eles pensam em fazer é ressucitá-la utilizando a alquimia, mas mesmo com extrema cautela e pesquisa tudo dá errado. Eles não trazem sua mãe de volta, Edward perde uma das pernas e Alphonse o corpo.

Anos depois, para tentar recuperar suas partes perdidas (substituídas por próteses mecânicas) e o corpo de seu irmão (cuja alma está presa numa armadura), Edward se torna um militar, um Alquimista Federal, e começa a combater criminosos e alquimistas que usam suas habilidades de forma criminosa. Até o dia em que esbarram em uma daquelas famosas "teorias da conpiração" que se mostra muito mais real do que aparentava e diretamente ligada a eles!

Mas não basta ter uma boa trama se você não tem bons personagens. os irmãos Elric tem uma história tocante de fraternidade e união, isso sem dizer que são extremamente engraçados quando a hora pede! O elenco de apoio não deixa por menos, desde a construtora de próteses (e amiga de infância dos Elric) Winry Rockbell até o grande vilão da história que não posso revelar quem é sem dar spoilers, passando por figuras como Roy Mustang (o Alquimista das Chamas) e seus aliados e o elenco de personagens únicos (e não menos sensacionais) do país de Xing.

A animação também é espetacular, embasbacando mais ainda quem descobre que foi o mesmo estúdio de animação da primeira série que fez a segunda, o Bones. Em poucos anos, a evolução técnica e artística foi grande. A série mistura bem animação tradicional 2D com CGs o que torna as sequências de ação espetaculares. A trilha sonora também é genial, desde a primeira abertura, Again (da Yui) até o último encerramento, Ray of Light (da Shouko Nakagawa), passando por temas memoráveis como Period (da dupla Chemistry) e Shunkan Sentimental (da banda Scandal), uma trilha que vai da mais calminha até a mais dançante das músicas. A trilha incidental também é genial!

O fato que mais me impressiona: Hiromu Arakawa é MULHER! Não quero ser ou parecer machista, mas é difícil encontrar uma mulher que consiga jogar lá em cima a popularidade de um mangá para garotos de sua autoria e manter o pique do começo ao fim, sem ficar repetitivo ou cansativo. Basta ler aquela bomba que se tornou Inu Yasha (isso se você tiver paciência de ler mais de 50 volumes de looping, sem a trama sair muito do lugar... -_-'), incomparável a outras obras de alta qualidade de Rumiko Takahashi...

Resumindo: sei que Fullmetal Alchemist - Brotherhood dificilmente vai chegar oficialmente no Brasil (principalmente depois que o Animax DEIXOU DE PASSAR ANIMES), mas vale a pena a caçada. E se puder comprar o mangá (que é publicado no Brasil e infelizmente já está chegando ao final) é melhor ainda!

Então é isso, até a próxima!

14 setembro 2010

Made in Japan #04 - Futuro dos Otakus está ameaçado?


Por Pato

Essa é meio velha, mas é interessante de se comentar: OneManga fechou OFICIALMENTE!

Pra quem não conhece, o OneManga era um dos maiores e melhores sites de mangá online em inglês, com acervo descomunal e várias séries famosas, assim como séries completas. Mas, aí você pergunta: se era tão bom, então por que fechou?

Simples. As editoras e autores não estavam nada felizes com isso. Imagine só, um trabalho de uma vida, pelo qual o autor "deu o sangue", DE GRAÇA NA INTERNET... injusto, não?

Claro, mas devido a interesses editoriais, falhas na (ou falta de) negociação, simples ausência de público ou desinteresse renega 99% dos mangás já publicados ou em publicação no Japão a ficarem por lá mesmo. Com isso, os fãs só tem uma opção: outros fãs. Os fansubbers traduzem muitos mangás que só são publicados aqui DEPOIS dos fãs traduzirem. Um exemplo bem recente é o mega-sucesso Naruto, que veio pra cá graças ao sucesso que já tinha. E com tantos tradutores amadores, logo surgiram sites que compilavam esses trabalhos. Logo os autores e editoras começaram a ir contra, declarando guerra a essa "pirataria". Afinal, eles não estavam lucrando nada e estavam certos, já que não recebiam pela obra enquanto os fãs liam. Mas como pode ser pirataria se ninguém tiver adquirido os direitos no país onde o fansubber atua?

É certo sim coibir a tradução independente de uma obra já sendo publicada, mas as que não estão? Claro, o OneManga fechou por vontade das próprias pessoas que o mantinham, mas porque os autores e editoras fizeram pressão, mesmo eles já tendo tirado praticamente todas as obras que estivessem sendo publicadas no EUA, quando suas respectivas editoras pediram, assim como muitos fansubbers agem similarmente parando uma série que está sendo publicada (mesmo sem ninguém pedir)?

Os autores e editoras estão certos em querer receber o justo pelo trabalho, e os fãs estão certos em querer ler novidades e que outros leiam o que eles gostam tanto. Será que não poderia se chegar a um acordo onde todos lucrassem?

Bom, só o futuro pode dizer mesmo. Enquanto isso, resta a mim ler o que está nas bancas e buscar na internet o que não estiver lá.

30 julho 2010

Made in Japan #03 - A Partida


Por Pato

Vamos lá. Já falei de dois mangás muito famosos, e tinha prometido falar de filmes também, não? Então que tal falar de um filme que ganhou o Oscar?

Não, eu não vou falar de A Viagem de Chihiro. Vou falar de um filme bem realista, que fala de uma tradição, meio que perdida, do interior do Japão, e que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009: A Partida.

O filme conta a história de Daigo Kobayashi, músico de uma orquestra de Tóquio. Após a
dissolução da orquestra, Daigo resolve voltar para a casa de sua falecida mãe no interior, junto com sua esposa, onde tenta procurar um bom emprego que os sustente.


Um belo dia, olhando nos classificados, Daigo encontra justamente o que precisava: um bom emprego numa agência de viagens, com bom pagamento e um bom horário de trabalho. No entanto, quando ele chega para a entrevista, descobre que não é um emprego numa agência de viagens... e sim numa funerária! Mesmo com nojo no início, Daigo resolve continuar trabalhando, sem contar nada à sua esposa. Mas, pouco a pouco, Daigo vai encontrando um destino naquele emprego, descobrindo como viver ao lidar com os mortos.

Apesar de comumente descrito como um “serviço funerário”, o ritual de “Nokanshi” (o serviço que Daigo presta) é mais do que isso: é preparar não só o corpo e o espírito o falecido, mas também o espírito de sua família perante a perda. É um ritual bastante incomum, já que envolve preparar o corpo em frente à família, mas é algo que ainda pode ser encontrado no interior do Japão.


O filme é realmente brilhante. As atuações, especialmente de Masahiro Motoki (que interpreta Daigo) e de Ryoko Yoshiyuki (como Mika, a esposa de Daigo), são muito boas, e o trabalho de Yojiro Takita (diretor do filme) em cima do roteiro é belíssimo, mesclando momentos de algum humor ao drama, criando momentos tocantes e até mesmo inusitados. Cada serviço que Daigo presta o ajuda a compreender não só seu trabalho, mas sua própria vida.

Se você quer ver um filme estupidamente bom e sair da mesmice, assista “A Partida”: há grandes chances que ele toque o seu coração também.

04 junho 2010

Made in Japan #02 - NANA




Por Pato

E aí, gente, prontos pra mais um round? Pode parecer meio repetitivo, mas para a segunda edição da coluna, resolvi falar de outro mangá. Mas não se preocupem, prometo variar o conteúdo com notícias, live actions, animes e mais uma montanha de coisas ligadas ao mundo pop do Japão.

Então, que tal falar do mangá shoujo mais vendido do mundo? NANA!

*

Um dos títulos mais famosos de Ai Yazawa, NANA fez tanto sucesso que não se limita mais apenas ao mangá: a história ganhou dois filmes live action, um anime e dois CD-Tributo, com diversos artistas homenageando as duas bandas do mangá. Mas o que levou a tamanho sucesso?

Não se pode falar de NANA sem antes falar de sua autora. Ai Yazawa começou a se tornar um nome conhecido no mundo dos mangás graças ao seu estilo com traços alongados e finos e um gosto único por moda (explicado pelo fato dela mesma ter estudado moda), marcante em Gokinjo Monogatari e depois culminando em Paradise Kiss. Essa última foi inclusive editada numa revista de moda e sua versão em anime teve Franz Ferdinand na trilha sonora!

A série conta a história de duas jovens chamadas Nana Oosaki e Nana Komatsu. Enquanto a primeira é uma punk com uma banda com um passado trágico, esforçada e durona, a segunda é uma patricinha que facilmente se apaixona, esperançosa, sempre ferindo seus sentimentos, além de ter bom-coração. Enquanto Oosaki quer fazer sucesso com sua banda BLAST, em Tóquio, Komatsu quer ter uma vida de contos-de-fadas com seu namorado.

E a história realmente começa quando as duas se conhecem num trem para Tóquio e acabam ficando amigas, mas acabam nem trocando telefone. Por um golpe do destino, ao procurar por uma moradia barata, ambas vão parar no mesmo apartamento, e Komatsu convence Oosaki a dividirem o apê. Daí por diante, a vida das duas vai se entrelaçar, gerando grandes alegrias e terríveis tragédias.


Se a trama criada por Yazawa é tão atraente, é principalmente por causa de seus personagens. Mesmo sendo pessoas comuns, cada um tem suas peculiaridades e charmes. Um exemplo disso é Yasu, o baterista do BLAST. Apesar de seu visual ameaçador, ele tem bom coração, sempre ajudando e guiando seus amigos, mesmo sendo um estudante de Direito! Até os personagens menos importantes do mangá tem seus atrativos podendo levá-lo para seu “mundinho pessoal” sem você perceber.

O meio em que vive é bem realista também: apesar do mangá tratar do mundo da música, ele é tratado sem glamour, mostrando que até as bandas famosas sofrem com a tirania de suas gravadoras e quando um dos personagens dá uma mancada sem tamanho... bom, ele arca com as consequências. E cada ato tem impacto ainda maior no leitor, que pode se espantar (ou mesmo ficar chocado) com as ações dos personagens, e a que eventos elas levam.

Se NANA é diferente de tudo o que é publicado frequentemente no Brasil em termos de shoujo mangá? Sim, é e é por isso que vale a pena ler. E agora é o momento perfeito, já que a edição brasileira está a um passo de alcançar a japonesa (nós estamos na edição 20, e eles na 21). Se você quer ler algo novo e gosta do mundo sem ser descrito como um grande conto de fadas (mas mesmo assim com uma promessa de final feliz), leia NANA!

27 abril 2010

Made in Japan #01 - Gantz

Uma das coisas que eu mais sinto falta aqui no blog são posts sobre Anime e Mangá. Muitos adoram, muitos odeiam, mas infelizmente minha fase otaku ficou pra trás e falar sobre esse assunto fica meio difícil pra mim.

Por isso chamei meu amigo Pato pra comentar tudo o que rola de mais legal nesse mundo aqui no blog. Aguardamos os comentários de vocês sobre essa nova coluna, ok? ;)

*


Por Pato

Olá a todos, eu sou o Pato (do Lago do Pato) e estou aqui para fazer um beta-test de uma nova coluna, o Pato Apresenta (se é que esse vai ser o nome... XD). Basicamente, (se der certo) toda semana haverá uma resenha novinha em folha sobre algum mangá que tenha saído no Brasil, ou
que simplesmente valha a pena procurar na web e ler.

Ou que seja tão ruim que mereça ser citado... XD

Pra começar, vamos tratar de um dos mais polêmicos, recentes e melhores mangás atualmente sendo lançados no Japão e no Brasil: Gantz.

Criado por Hiroya Oku e sendo editado pela Young Jump desde 2000 (e sendo editado aqui pela Panini), Gantz traz a história de Kei Kurono, um aluno medíocre do Ensino Médio, e Katou Masaru, seu amigo, quando ao aparentemente morrerem num acidente são transportados para uma sala com pessoas desconhecidas e uma grande esfera negra. De lá, são obrigados a entrar numa luta de vida ou morte contra alienígenas. Após a primeira missão, Kurono acha que tudo acabou, mas acaba descobrindo que é só o começo...

Talvez o que seja mais impactante do que a trama bizarra e surpreendente de Gantz é que ele é um mangá “gratuito”. Violência e nudez (com erotismo incluso, em algumas cenas) gratuitas, pra ser mais exato. Claro que a trama de Gantz é viciante, mas com certeza a primeira coisa que chama a atenção nesse mangá é que ele é extremamente pesado em sua representação, assim como os também famosos Berserk e Bastard!

Falando em trama, Gantz tem uma das mais intrigantes que eu já li. O próprio leitor só descobre o que está acontecendo junto com os personagens (principalmente Kurono e Masaru), e ele é sempre surpreendido pelo andamento da trama, o que prende o leitor a acompanhar sempre a trama pra ver no que vai dar... cada volume sempre termina no ápice! E quanto mais você lê, mais empolga, quase um vício.

Os personagens também são bem construídos, apesar de não ter sua vida pessoal muito detalhada. Claro que esses detalhes são só um “complemento” à trama principal (a caça aos aliens), mas talvez fosse interessante explorar mais a vida dos personagens fora do “jogo” do Gantz. Sobre os próprios personagens, falar deles acaba levantando spoilers... então é melhor nem comentar. XD

Gantz é simplesmente pura diversão. Em uma boa trama? Tem. Tem personagens legais? Tem. Mas sua maior vantagem é que ele é feito para divertir, e isso que é legal, sem aquela enrolações mega-épicas que a gente costuma ver em mangás e animes, admitindo que é extremamente gratuito. E em Gantz a sinceridade da produção acaba sendo a alma do negócio.

Com uma trama bem diferente do que você costuma ver por aí, ação e erotismo transbordando, aquela sensação de “QUERO MAIS!” ao fim de cada volume e o fator diversão lá no teto, Gantz é uma das melhores opções de mangá pra se ter na sua coleção.

*

Não deixe de comentar e enviar suas sugestões para territorionerd@gmail.com. ;)