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23 novembro 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1


Lá se vão nove anos desde que assisti Harry Potter e a Pedra Filosofal em VHS (!) e se naquela época, eu com então 14 anos e um censo crítico ainda em formação, já achei que o filme tinha alguma(s) coisa(s) errada(s), você já pode imaginar como foi a minha experiência com essa franquia ao longo dos anos.

Filme após filme, sempre aquele entusiasmo e expectativa com trailers, sempre aquela decepção, sempre aquele sentimento de vergonha alheia e pretenciosa sensação de que eu teria feito melhor. Tirando Prisioneiro de Azkaban e as evoluções na direção de arte, em nenhum momento fui surpreendido por qualquer filme de Harry Potter.

Já preparado, contive a minha excitação pelo trailer que é sempre empolgante pois sei que o filme seria mais uma porcaria. Eu estava errado.

É amigos, acredite se quiser, mas a primeira parte de Relíquias da Morte é bem bom; isso claro, para padrões de filmes Harry Potter. Pela primeira vez não fiquei irritado com as galhofadas que geralmente permeiam a produção e nem saí do cinema irritado. Claro que o filme possui os mesmo problemas de antes como falta de ritmo e diálogos que não fazem sentido, mas talvez por ser metade do livro original, eles acabaram sendo minimizados.

O difícil de julgar esse tipo de longa é que ele é baseado em uma história fechada escrita por outra pessoa e muitas vezes não há o que se fazer para melhorar algo que já não é tão bom assim. O sétimo livro demora a engregar e por isso esta primeira parte ficou arrastada, sem graça e até chata em alguns momentos. Pra piorar não há um grande gancho que puxe a segunda parte. Os produtores fizeram o melhor que puderam para dar “um fim” para o meio da história.

Tirando o elenco adulto que é sempre excelente e dispensa comentário, cabe falar um pouco sobre o trio principal, que segue sozinho boa parte do filme. Emma Watson soube dosar a sua atuação exagerada e algumas vezes caiu muito bem em algumas cenas. Rupert Grint é sem dúvida o melhor dos três; espontâneo e divertido sem ser forçado. Agora não dá pra aturar Daniel Radcliffe que é cada vez pior. O cara nunca conseguiu passar o carisma e energia necessários para Harry e dessa vez isso se torna mais evidente pois a história pede. O personagem não parece ter nenhuma personalidade, é tudo superficial, raso, não há força em sua interpretação.

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 é só o meio do final da série e fico pensando o quão difícil deve ser pra uma pessoa que não leu os livros acompanhar a franquia e a trama do filme. Este é só uma preparação para o final. A parte 2 tem tudo para ser épico!

Ouça o Nerdstation sobre a franquia Harry Potter no cinema

17 novembro 2010

In Treatment é imperdível!


Para uma série entrar no meu Top 5 ela tem que me conquistar e ser espetacular já na primeira temporada; e In Treatment, nesse quesito, foi perfeita já no primeiro episódio.

Produzida pela HBO e baseada na insraelense “Be Tipul”, In Treatment mostra o terapeuta Paul Weston, vivido magistralmente por Gabriel Byrne, lidando com os dramas de seus pacientes. A série possui cinco episódios por semana, um exibido a cada dia com um paciente diferente, e assim passando a sensação de que realmente estamos acompanhando uma terapia diariamente. Se você viu o caso de um paciente na segunda-feira, você só vai vê-lo de novo na segunda seguinte.

O charme de In Treatment está no roteiro envolvente em que cada pequena informação pode te dar uma pista sobre o problema, além é claro, de atores fantásticos em ótimas performances. Você tenta, junto do Dr. Paul, descobrir em cada nuance, em um olhar, um gesto, o que está acontecendo com a pessoa. É instigante!

A série recebeu diversas de indicações à prêmios e garantiu o Globo de Ouro de melhor ator para Gabriel Byrne e o Emmy de melhor atriz coadjuvante para Diane West, entre outros.

Claro que para quem quer um pouco de ação vai acabar dormindo na frente da tv, pois os episódios são somente caucados no diálogo entre Paul e o paciente do dia. Dois atores em um cenário conversando durante 20 minutos. Pra quem quer originalidade, roteiro conciso e atuações impecáveis vai encontrar um prato cheio.

A série está em sua terceira temporada sendo exibida pela HBO americana e sem previsão de estreia na HBO nacional. Os dvd’s de In Treatment não foram lançados aqui no Brasil, mas podem ser comprados na Amazon sem legendas em português. Ou você pode pedir pro Paul Torrent mais próximo. :)



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13 outubro 2010

O novo Karatê Kid é bom pra caramba!


Quando foi anunciado que seria feito um remake do clássico Karatê Kid estrelado pelo filho do Will Smith, eu fui um dos primeiros a me colocar contra. Não por ser um fã do original, mas simplesmente por achar péssimo essa ideia que (pelo menos a maioria) das produtoras tem de dar uma nova roupagem à filmes antigos para compensar a deficiência em conseguir fazer coisa nova. Porém assistindo percebi que eu não odeio remakes, e sim coisas mal feitas só para ganhar uns trocados, coisa que o novo Karatê Kid definitivamente não é.

A história todo mundo já está careca de saber, então só troque Daniel Larusso pelo pequeno Dre, vivido maravilhosamente bem por Jaden Smith, e o Sr. Miyagi por um surpreende Jack Chan como Sr. Han. Sai Nova Jersey e entra os belos cenários para turista ver da China e pronto, as produções são quase a mesma.

Quase porque, talvez tivesse sido a idade que eu vi o primeiro, mas não me lembro de ter me emocionado, me envolvido, me divertido e vibrado tanto com o filme original. Claro que a evolução tecnica ajuda, mas dessa vez parece que tudo está mais bem amarrado, mais redondinho. O roteiro é super bem conduzido, mesclando momentos de humor, com drama e ação. Além disso a trilha sonora está impecável, tanto as músicas incidentais quanto a seleção de clássicos do rock ‘n roll, e acredite, até a canção original “Never Say Never” cantada por Justin Bieber e Jaden não é das piores.

Se fosse para falar uma coisa ruim, de longe, diria a substituição do icônico “Golpe da Garça” por uma coisa bizarra e dispensável feita por CGI. Tirando isso, como um todo, Karatê Kid é um excelente exemplar de filme feito com paixão. Recomendadíssimo!

25 setembro 2010

A Batalha do Apocalipse é imperdível


Eu não acredito em Deus! Ok, falei isso mais para polemizar. Na verdade não é que eu não acredite, é só meu ceticismo que me impede de crer em certas coisas relacionadas a fé, principalmente a figura de um senhor com longas barbas e cabelos brancos, onipresente e onisciente de tudo; talvez a ideia de uma força que esteja presente em todas as formas de vida, nos circulando seja mais legal... tá, mto nerd. Então talvez por eu ainda não ter chegado a uma “resposta”, esses assuntos religiosos, de deuses, anjos, demônios, céu, inferno, me interessem bastante e uma grata surpresa foi conhecer o livro A Batalha do Apocalipse, do carioca Eduardo Spohr.

Como todos sabem, no sétimo dia Deus descansou após os seus seis dias de criação. É neste “sétimo dia” que reside a atual Era dos Homens, onde anjos e arcanjos duelam entre si para decidir quem governará o céu e a humanidade enquanto o despertar d’O Todo Poderoso de seu sono é aguardado como uma promessa, o Dia do Apocalipse, quando Deus se reerguerá e punirá os pecadores. Nosso herói é Ablon, um anjo renegado que foi expulso do céu após se juntar ao, até então arcanjo Lúcifer, para que juntos pudessem acabar com a tirania do também arcanjo Miguel. Milhares de anos depois Ablon, hoje vivendo preso ao seu avatar humano, deverá decidir qual papel irá assumir nesta guerra em que os destinos do Céu e da Terra serão um só, o dia d’A Batalha do Apocalipse!

Eu já falei aqui sobre o problema causado pelo hype, que muita expectativa pode atrapalhar a apreciação de um produto. A Batalha do Apocalipse passou pelo mesmo caso, pois depois de tanto ouvir falarem bem do livro, tantas opiniões e comentários positivos, eu já comecei a ler o prólogo com uma ansiedade e tensão terríveis. E posso falar? A Batalha do Apocalipse conseguiu superar absurdamente qualquer coisa que eu estivesse esperando! É impressionante a genialidade, criatividade e inventividade de Eduardo Spohr em sua obra. O livro é recheado com uma história envolvente, inteligente e emocionante, onde cada página parece ter sido extraída de um filme! A descrição dos Planos, do Céu, a casta dos anjos, entre outros, é clara e rica em detalhes, sem tomar partido de qualquer religião; o que aliás é um grande trunfo, ser o mais imparcial possível quanto a isso.

Ainda não terminei o livro, estou na metade e confesso que não imagino para onde essa história será levada, mas já afirmo com toda certeza que Eduardo Spohr fez um trabalho excelente. A prova de que não precisa ser estrangeiro para escrever boas histórias, ricas e concisas sem ser chato, podendo agradar facilmente a galera do “livro pipocão”.

Como se tudo isso que eu falei não fosse o suficiente, boa parte da trama se desenrola no Rio de Janeiro e eu, como bom carioca, agora não consigo passar pelos mesmo lugares sem lembrar passagens da história. Se tem um livro que eu recomendo de boca cheia, este é A Batalha do Apocalipse!

Site oficial de A Batalha do Apocalipse.

Twitter do autor Eduardo Spohr.

A Batalha do Apocalipse está à venda nas melhores livrarias a partir de R$ 30.

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17 setembro 2010

Bastardos Inglórios é imperdível


Qualquer pessoa que goste minimamente de cinema já cansou de ouvir nomes de diretores “de lei”, aqueles autores de filmes que você deveria ver antes de morrer. Kubrick, Coppola, Spielberg, Scorsesse, Fellini, Woody Allen e Almodóvar são alguns dos caras que você já ouviu ou vai ouvir falar algum dia na sua vida. Só que no meio dessa galera toda pode ser incluído o nome de um sujeito meio maluco que tem só 8 filmes no currículo; “só 8”, mas cada um deles virou ícones da cultura pop à sua maneira. Se você ainda não se ligou, estou falando de Quentin Tarantino!

Bastardos Inglórios, seu último filme, mostra o grau de maturidade que o diretor chegou, não só na parte técnica, esta dispensando palavras, mas também na maneira como ele conduz um fato histórico sem ser piegas ou clichê, atribuindo seu estilo peculiar de forma perfeita, como se sempre tivesse feito parte daquele momento. Tarantino conta a história que ele quer, do jeito que ele acha mais interessante e ponto final; e o melhor, o espectador sai empolgadaço do cinema com isso! É a primeira vez que vemos os judeus sendo tão cruéis quanto os alemães e também é a primeira vez que vemos um nazista perverso e depravado, como a classe tem que ser, mas que rouba a cena do galã e nós ainda torcemos e gostamos dele!

O filme só não é perfeito pois Tarantino acaba pesando a mão em alguns momentos. Por exemplo, a cena do bar como um todo é legal pra caramba, mas acaba ficando meio longa e arrastada demais com o excesso de diálogos “inúteis” que não levam a lugar algum. Não só nessa cena, mas é perceptível em vários pontos do filme que um pouco menos aqui e ali acabariam somando como um todo.

Bastardos Inglórios é o que eu chamo de “filmaço”! Daqueles que valem cada centavo do ingresso e você termina de ver já querendo ver de novo. Se você pensa que será chato porque já conhece a história, eu sugiro que pense de novo. E pra fechar, reiterando o título desse texto, na verdade não é Bastardos Inglórios que é imperdível, e sim Tarantino que é o cara!

Bastardos Inglórios estreou recentemente nos canais da rede Telecine em versão dublada e legendada.

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09 setembro 2010

Modern Family é imperdível


Já faz um tempo que a era dourada de séries passou, quando estreava um grande fenômeno atrás do outro. Hoje em dia é raro você ver alguma nova produção realmente boa, com alguma ideia original e episódios instigadores. Por isso nem liguei para o fallseason do ano passado, visto que a únicas grandes estreias foi a terrível Glee e a já cancelada FlashForward. E consequentemente quase deixei passar uma série que veio quietinha, quase despercebida, a imperdível Modern Family.

Exibida pela ABC, a série conta a história de três famílias, a de Jay, da sua filha Clare e de seu filho Mitchell, vivendo situações hilárias no dia-a-dia. Mas não pense que os personagens passem por situações forçadas e/ou batidas, muito pelo contrário, pois cada episódio retrata acontecimentos que qualquer pessoa já viveu ou poderia viver; um dos produtores já declarou que a maioria das histórias vêm da própria equipe! Além disso, Modern Family é tipo um documentário, então algumas cenas são cortadas com depoimentos dos personagens, o que proporciona piadas sensacionais!

Tirando Ed O’Neill de Married With Children e Julie Bowen que participou de Lost, o elenco não possui nomes muito conhecidos, entretanto cada ator está absurdamente perfeito em seus papéis e prova disso é a indicação de cinco deles, e vitória de um, na categoria de Melhor Ator Coadjuvante de Comédia no Emmy. Falando no prêmio, Modern Family também desbancou a favorita Glee e garantiu o prêmio de Melhor Comédia e levou a estatueta para a casa!

Não sou de acompanhar comédias, tirando The Big Bang Theory e Family Guy, que eu assisto ocasionalmente, mas Modern Family conquistou um lugar cativo na minha watchlist, e de tão boa até desbancou a série dos nerds, até então minha favorita, após alguns episódios.

Fica difícil conseguir transmitir o quão engraçada e inteligente a série é, pois contar alguma piada seria estragar o que você pode assistir. Mas pode ter certeza, Modern Family é uma das poucas séries que eu recomendo sem medo. Mesmo tendo só uma temporada, a série já está no meu Top 5. Vida longa e próspera à família moderninha!

Modern Family é exibida dublada na Fox, toda segunda às 22hs, e tem estreia confirmada pela Band, sem data e horário definidos.

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01 setembro 2010

A Origem é imperdível


Hype é uma coisa complicada e difícil de ser contida as vezes. Pode tanto preparar o terreno para uma experiência incrível ou estragar completamente a apreciação de algo que não necessariamente é ruim, mas que acaba ficando se for "inferior" ao que o espectador está imaginando. Porém, depois do estrondoso sucesso de Batman - O Cavaleiro das Trevas ficou difícil resistir a tentação de ver o que Christopher Nolan iria aprontar dessa vez. Eis que dois anos depois o diretor volta aos holofotes com A Origem que, depois da ansiedade provocada pelo filme do Morcegão, ainda teve a produção cercado de mistérios até poucos meses antes da estreia, quando finalmente começaram a ser liberados sinopse, trailers e etc.

No filme vemos Leonardo DiCaprio como Cobbi, um agente especializado em roubar segredos das pessoas usando uma técnica ousada, perigosa e proibida; a infiltração em sonhos, o momento em que a mente de seus alvos se encontra mais vulnerável. Porém, após um misterioso incidente no passado, que o fez ser banido dos EUA, sua misteriosa mulher aparece constantemente dentro dos sonhos atrapalhando suas missões. A trama começa exatamente no ponto em que Cobbi é contratado para fazer o inverso; ao invés de roubar uma informação, ele deveria implantar uma nova na mente de um poderoso herdeiro.

E é com essa premissa bastante original, e que muitas vezes me lembrou Matrix, que A Origem começa. Nolan utiliza da mesmíssima edição frenética, também presente em Batman e que me incomoda profundamente, em que as falas são entrecortadas com entre a cena corrente e a seguinte e um cenário muda de um para o outro, as vezes, de uma modo tão abrupto, que é fácil se perder. Junte a isso um roteiro cheio de reviravoltas, inclusão de personagens e tramas paralelas, e você terá um filme que pode ser facilmente confuso se o espectador não prestar a atenção.

Mesmo que você não desgrude os olhos da tela, como eu fiz, algumas coisas acabam não fazendo muito sentido. As vezes é difícil entender certas atitudes e motivações dos personagens, ou como eles chegaram a determinada ideia, e apesar da trama ser cheia de ramificações, a história como um todo é simples. No final eu fiquei com a sensação de que todo aquele circo só serviu como uma grande sessão de terapia.

Na parte técnica, a Origem é simplesmente impecável. O filme é recheado de cenas impressionantes, com um grande destaque para toda a parte sem gravidade, onde Joseph Gordon Levitt comanda uma luta espetacular no corredor! Sério, eu fiquei horas depois da sessão tentando imaginar como foram feitas aquelas cenas. Fora isso cada cena é magistralmente enquadrada, com planos longos, belíssimos, um banho aos olhos proporcionados por uma fotografia excepcional. E o melhor de tudo, efeitos especiais que são reais, críveis, e não um show tosco de cgi.

Nolan é um artista incrível; consegue dar conteúdo de qualidade ao cinema blockbuster e fazer o seu cinema autoral para as grandes massas. Apesar de dividir opniões entre os que amaram e os que acharam uma porcaria, creio que todos concordarão que o filme é imperdível, o Avatar de 2010. Nolan só precisa acertar pequenos pontos em sua estrutura narrativa para que marque de vez seu nome em Hollywood. Ou não. Vai ver isso é a sua marca, assim como todos os grandes mestres do cinema sempre têm.

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14 agosto 2010

Os Mercenários


Desde que voltou aos holofotes nessa jornada de renascimento, Stalone vem usando um mesmo artifício em suas produções: mostrar ao publico os porquês que fizeram eles gostarem de seus personagens a ponto de torná-los icônicos. Funcionou muito bem em Rocky Balboa e Rambo V, fazendo todo mundo voltar a curtir essas figuras novamente, e consequentemente o próprio Stalone.

Em Os Mercenários, Sly se utiliza desse recurso mais uma vez, mas agora para explorar o que cada ator que compõe o seu time de brucutus tem de melhor no seu ode aos grandes clássicos de ação dos anos 80. Então temos Stalone caindo na porrada com uma leve semelhança a Rocky, Jet Li lançando seus golpes de kung fu, Terry Crews fazendo caretas e sendo engraçado e Dolph Lundgren, com sua cara de maluco, fazendo papel de... maluco! Não digo isso como se fosse algo ruim, afinal boa atuação não é o forte de ninguém nesse negócio. Pena que Sly não foi sagaz de deixar Gisele Itié muda, só de enfeite, porque seu inglês sofrível e sua interpretação robótica são difíceis de agüentar.

Como bom filme de ação a história simplória obviamente só serve como leve pretexto para a ação, e asno será aquele que for procurar outra coisa. Mas, infelizmente, Os Mercenários acaba levando isso ao extremo, repleto de falas sem sentido e ações meio desconexas. É difícil o espectador se importar com os personagens e se isso acontece é causado pela empatia que você já tem com o ator e não pelo o que está sendo mostrado na tela.

Falando neles o que se sai melhor é Jason Statham, que tem carisma e consegue levar um filme nas costas facilmente (provado nas franquias Carga Explosiva e Adrenalina), e talvez seja por isso que Sly tenha dado mais espaço para ele. Mickey Rourke está lá só para fazer volume, porém é muito bom em um das poucas cenas em que aparece. Agora, o que não dá mesmo para aturar e o "Anrrél" de Dexter como um dos vilões. Péssimo!

As cenas de tiroteio e perseguição são um pouco confusas. A câmera muito fechada impede o espectador de identificar cada coisa. Em contrapartida as lutas são espetaculares, muitíssimo bem coreografadas e, em alguns momentos, de cair o queixo.

De um modo geral posso dizer que esperava um pouco mais. Mais lutas, mais açao, mais mortes. Não que não tenha, na verdade tem muito; mas depois de tanta expectativa eu imaginava que tudo seria muito maior, mais épico, quase colossal.

Os Mercenários entrega satisfatoriamente o que promete. Poderia ter sido melhor? Poderia, mas só de ver Rocky Balboa, T800 e John MCcLane dividindo uma cena já paga o ingresso. Vá, desligue o cérebro e curta a bagunça.

30 julho 2010

Made in Japan #03 - A Partida


Por Pato

Vamos lá. Já falei de dois mangás muito famosos, e tinha prometido falar de filmes também, não? Então que tal falar de um filme que ganhou o Oscar?

Não, eu não vou falar de A Viagem de Chihiro. Vou falar de um filme bem realista, que fala de uma tradição, meio que perdida, do interior do Japão, e que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009: A Partida.

O filme conta a história de Daigo Kobayashi, músico de uma orquestra de Tóquio. Após a
dissolução da orquestra, Daigo resolve voltar para a casa de sua falecida mãe no interior, junto com sua esposa, onde tenta procurar um bom emprego que os sustente.


Um belo dia, olhando nos classificados, Daigo encontra justamente o que precisava: um bom emprego numa agência de viagens, com bom pagamento e um bom horário de trabalho. No entanto, quando ele chega para a entrevista, descobre que não é um emprego numa agência de viagens... e sim numa funerária! Mesmo com nojo no início, Daigo resolve continuar trabalhando, sem contar nada à sua esposa. Mas, pouco a pouco, Daigo vai encontrando um destino naquele emprego, descobrindo como viver ao lidar com os mortos.

Apesar de comumente descrito como um “serviço funerário”, o ritual de “Nokanshi” (o serviço que Daigo presta) é mais do que isso: é preparar não só o corpo e o espírito o falecido, mas também o espírito de sua família perante a perda. É um ritual bastante incomum, já que envolve preparar o corpo em frente à família, mas é algo que ainda pode ser encontrado no interior do Japão.


O filme é realmente brilhante. As atuações, especialmente de Masahiro Motoki (que interpreta Daigo) e de Ryoko Yoshiyuki (como Mika, a esposa de Daigo), são muito boas, e o trabalho de Yojiro Takita (diretor do filme) em cima do roteiro é belíssimo, mesclando momentos de algum humor ao drama, criando momentos tocantes e até mesmo inusitados. Cada serviço que Daigo presta o ajuda a compreender não só seu trabalho, mas sua própria vida.

Se você quer ver um filme estupidamente bom e sair da mesmice, assista “A Partida”: há grandes chances que ele toque o seu coração também.

14 julho 2010

Tá gostando da terceira temporada de True Blood?


[com possíveis spoilers]

Eu levei um certo tempo até "aprender" a assistir True Blood. Sim, aprender, pois não acho que a série seja pra qualquer um. No começo era difícil eu entender pra onde cada episódio levava, a cafonice de de algumas coisas como a corridinha dos vampiros, por exemplo, e por ai vai. Parecia que cada momento acabava não apontando pra lugar nenhum e quando a primeira temporada terminou, com a revelação de quem era o assassino do qual ninguém falava mais, senti que havia algo errado que não estava certo.

Talvez por isso eu tenha gostado tanto da segunda temporada onde era perceptível uma trama central que conduzia todos os episódios; além, é claro, da trama paralela de cada personagem que é sempre um show a parte.

De qualquer forma, vendo por comentários no twitter, parece que essa terceira temporada também está um pouco perdida, sem mostrar muito a que veio. Não sei se é porque eu já estou acostumado ou se estou esperando pouco da série, mas pra mim cada episódio tem sido divertidíssimo. Por incrível que pareça, eu até tenho simpatizado e achado os momentos do Bill interessantes; apesar de que a história do "vou mentir para proteger minha amada" é mais velha que a fome.

Agora três pontos altos desses quatro episódios precisam ser mencionados:

O primeiro, para Jessica e suas desventuras sendo uma vampira adolescente. Cara, total amor por Deborah Ann Woll, muita gata com seus cabelos ruivos e grandes olhos azuis. Além de linda pra caramba é uma atriz que sabe mesclar bem drama com comédia. Tá de muito parabéns.

Outro que também tá de parabéns é James Frain com o sensacional Franklyn; e olha que eu achava esse ator um bostolão em 24 Horas! O sujeito está mandando muito bem dando um ar lunático e assustador ao misterioso vampiro, que no mesmo momento em que é assustador também é carismático. Tô curtindo muito.

E por último eu não poderia deixar de citar o wild sex exorcista feelings do final do terceiro episódio. Quando você acha que a série já chegou ao máximo da bizarrice com uma árvore de carne humana, ela vai lá, dá um tapa na sua cara e mostra que você estava errado.

Se for pra citar algo que realmente está me incomodando até agora eu diria que a introdução de Alcide. O personagem parece ser legal, o ator é um cara bacana, mas a coisa tá sendo meio mal feita. Os produtores precisam entender que mal conhecemos o personagem para nos importarmos com os problemas dele.

Não mto aí pra essa trama dos vendedores de V. Só sei que quero ver mais Sophie Anne e Magistrado porque os dois são ótimos. E também só queria que matassem a Lorena. Por favor?

#teamalanball

25 maio 2010

Lost - 6x17-18 - The End


[com spoilers]

Indignação e revolta podem definir bem o que senti ao fim da última cena do series finale de Lost. Fiquei tão chocado com toda a explicação do que era a realidade alternativa que fiquei de boca aberta, olhando aquela cena de todos na igreja sem acreditar, torcendo para que no último instante alguém fosse aparecer e dizer que tudo era um engano. Desculpe quem gostou mas, por favor, que LIXO esse negócio da outra realidade na verdade ser um super flashforward, um afterlife!

Vai ver eu sou burro demais e não entendi, mas vamos recapitular e ai vocês me corrigem se eu estiver enganado: os caras morrem em momentos distintos, vão juntos para uma espécie de purgatório onde vivem "vidas" em que eles seriam supostamente felizes e melhores. Nessa "nova vida" eles precisam relembrar e se reconectar com suas vidas terrenas para que assim consigam a iluminação e descansem em paz. Porque, no final, a única coisa da vida deles que importou foi o que eles viveram uns com os outros. Confere?

E para o que toda essa patacoada serviu? Para encher uma linguiça gigante e preencher metade de uma temporada, isso sim! Ou vai me dizer que eu saber que o pessoal se encontra depois no céu é mais relevante do que saber o destino deles em terra? Nos comentários de "Across the Sea" eu já havia comentado minha sensação de que essa temporada estava completamente deslocada do resto da série e esse series finale só reforçou isso. Essa sexta temporada e esse afterline não serviram pra nada!

Já as coisas na ilha foram bem interessantes até a parte que o Fake Locke morre. Aliás a luta deles na chuva, perto do desfiladeiro com a ilha desmoronando foi MUITO legal! De verdade. Mas foi só eu que achei que o MiB morreu fácil demais? Assim, o cara parecia ser o cão chupando manga e no final eu imaginava um combate épico pra caramba. Não foi exatamente o que eu esperava, mas também não foi ruim.

*

Não vou me alongar nesses comentários para deixar mais munição pro Nerdstation.

Enfim, me senti sacaneado com esse series finale. Fiquei tão puto com a explicação do afterlife que nem consegui me emocionar com aquela ceninha do final. Pra mim essa sexta temporada pode ser apagada da memória. Prefiro ficar com um final tipo Caverna do Dragão, com a Juliet lá apedrejando a bomba, logo de Lost em fundo branco, do que essa bagunça que se tornou a série. Uma pena.

*

Ouça agora o Nerdstation sobre o fim de Lost!

19 maio 2010

Lost - 6x16 - What They Died For


[com spoilers]

De cara dá pra dizer que esse episódio foi MUITO bom simplesmente por ter acontecido depois do desastroso Across the Sea. Ok, não só por isso. Foi um episódio feito com boa vontade, bem escrito, com uma narrativa conduzida minuciosamente e provavelmente por isso eu até tenha achado menos tosco essa conversinha de caverna do mijo e água que transmite o poder de "Jacob".

Falando nele, esse zé-mané cada dia me irrita mais. Um maluco que vive até seus 40 anos tecendo com a mãe sem perguntar nada sobre o mundo e que depois me aparece com cara de f*dão dizendo que os sobreviventes terão que morrer por causa da birrinha que ele teve com o irmão?! Ah fala sério! E mais, porque ele não falou essas coisas antes?! O povo não tava pronto? As cinzas estavam com a Ilana? Sun, Jin e Sayid tinham que morrer? Ah vá...

Mas parece que essa coisa de assumir o posto de protetor da luz mágica #xuxafeelings é regra de classe, né? Porque o Jack não sabe muito mais do que o Jacob quando assumiu o posto. Bom, pelo menos ele conhece um pouco mais da vida, do universo e tudo mais. :D

*

Entretanto parece que o posto de dono da ilha não vai pro Jack tão facilmente já que o Ben tá logo ali chegando junto. Aliás que falta faz Michael Emerson pra série! Seja em momentos emocionantes com o comentário da Rousseau sobre a Alex ou mesmo fazendo suas tiradas sarcásticas o cara sempre manda bem; e tenho certeza que ele vai roubar a cena nesse final de série.

Agora eu to pra ver cara mais enrolado do que o MiB. Já perdi as contas de quantas vezes ele fala que vai fazer uma coisa. Hora é sair da ilha no avião, depois é sair no submarino, depois é matar não sei quem e agora é explodir tudo. Vai acabar no final ele não fazendo nada de trouxa que é.

*

Então na verdade a luz mágica também pode ser interpretada como eletromagnetismo? Como bem pontuou Bruno Tapajós no podcast do blog Legendado, que eu me lembre, eletromagnetismo não cura pessoas, não move ilhas e nem torna humanos comuns em semideuses. To certo ou to errado?

*

Kate, ta aí uma mulher forte. Toma um balaço que atravessa o ombro, é costurada com linha da camisa imunda do Jack e já tá pronta pra outra. Um exemplo de força e superação. Não sei como não apareceu no final de Viver a Vida.

*

Curti os flashsideways mas não tecerei comentários. Só quero ver até onde tudo isso vai levar. Em outros anos eu estaria explodindo de euforia pelo final de temporada, mas hoje estou quase indiferente. Na verdade o pouco de empolgação só é causado mesmo por ser o series finale de uma série que já me deixou muito maluco em temporadas passadas. Não nessa, infelizmente.

Bom, semana que vem a gente conversa se tudo foi um grande fail ou um epic win. Eu torço pela segunda opção.

*

Promo de "The End", series finale que rola nesse domingo e não terça!

12 maio 2010

Lost - 6x15 - Across the Sea


[com spoilers]

Desde a primeira cena da primeira temporada de Lost e todos os acontecimentos que vieram a seguir, fomos apresentados à uma história involvente, inteligente e criativa. Ao que parecia ser uma simples história de um acidente aéreo, se tornou uma grande aventura explorando e condensando assuntos diversos de forma ousada e instigadora. Personagens se mostravam repletos de nuances e camadas que nos proporcionavam um prazer especial em desvendar. E foi assim, ano após ano, temporada após temporada, inovando, se renovando e sempre nos surpreendendo que a série conquistou tal status.

Entretanto ao chegarmos no último capítulo dessa jornada nos deparamos com um notável e incontestável definhamento da mitologia e magia que cercava a série. Os personagens que acompanhamos por anos, que aprendemos a amar/odiar e que torcemos dão lugar a outros novos, recém chegados, que simplesmente querem dizer que são os donos dessa história. Desculpa, mas não são.

Nos primeiros minutos de Across the Sea imediatamente me veio à mente a falta de importância que essa temporada possui à série. Entendo que pode soar precipitado (mesmo faltando dois episódios pro series finale) apontar isso sem ter visto o final da história, mas desculpa, eu não consigo ver como tudo isso é relevante ao que vinhamos assistindo antes. Pode me chamar de burro, idiota e até de que "não sei" assistir Lost, mas pra mim, tudo isso ai que está sendo contado não me envolve.

Um grande flashback pra contar a origem do Jacob e do Homem de Preto? Beleza, mas eu não me importo com esses dois. Sério, eu não ligo pra história deles, não me interessa saber quem eles são. Pra mim, Jack, Sawyer, Kate, Locke, Sayd e cia. são muito mais importantes! E isso se reflete na minha apatia ao ver todo o episódio. Sabe quando eu realmente me empolguei? No momento do flashback da primeira temporada. Só.

Fora essa peça que não se encaixa muito bem no quebra-cabeças, sinto que os produtores ficaram preguiçosos. Nas primeiras temporadas, qualquer descoberta era um evento com cenas super bem conduzidas, envolventes e emocionantes. Eu desafio qualquer um a me mostrar alguma cena dessa temporada que esteja no mesmo nível. Um exemplo? Veja o momento em que o Homem de Preto é jogado na gruta e volta como o Monstro da Fumaça. A revelação da origem de um dos maiories mistérios da série é mostrado de forma porca e desleixada. Ok, você pode me dizer "mas nós já sabemos que ele é a Fumaça!" e eu te digo, sim já sabemos o que ele é, mas você sabia como ele "nasceu"? Não, né? Então pronto.

*

Damon Lindefof e Carlton Cuse, os senhores sempre disseram que os esqueletos na caverna seriam a prova de que vocês sabiam o que estavam fazendo e pra onde estavam indo. Na boa, não me convenceu. Definitivamente poderia ter sido qualquer coisa!

*

Pra que essa palhaçada em torno do nome do Homem de Preto? Quando for revelado (se for) nem vai mais ter graça.

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Não me interesso por toda essa história do Jacob, não ligo pro Monstro da Fumaça e não to nem ai para o Charles Widmore; eu quero saber dos meus personagens, aqueles que me importo, aqueles que assim como nós sobreviveram até aqui...

09 maio 2010

Alice no País das Maravilhas


Assim que foi anunciado que Tim Burton comandaria uma adaptação live-action de Alice no País das Maravilhas achei de cara uma excelente escolha. Só mesmo o diretor, famoso por criar mundos surreais, seria capaz de transmitir toda a magia e loucura da obra de Lewis Carrol pra telona. Veio Helena Bonham Carter, veio Johnny Depp, veio Danny Elfman e muitos outros da panelinha do Burton. A coisa não tinha como dar errado, né? Mas deu. Deu muito errado!

Nas primeiras imagens divulgadas não havia muita supresa. O estilo sombrio e a arte caprichada estavam lá e não mudavam muito do que o diretor já havia feito. Porém após o primeiro trailer,s eu particularmente achei que tinha algo estranho naquilo tudo. E a coisa só foi piorando, passando de uma grande expectativa pra uma total indiferência.

Ser uma sequência foi, com certeza, um dos motivos do meu descontentamento. Todos os momentos do pedido de casamento de Alice até ela cair no buraco do coelho são tão mal conduzidos que a indentificação com aquelas pessoas é quase impossível. Independente de já termos visto um desenho animado naquele universo, a apresentação dos personagens, ambientes e contextos poderia ter sido feita com um pouco mais de esmero.

Um dos grandes motivos de querer ver o filme foi por Mia Wasikowska, que deu um show na primeira temporada de In Treatment vivendo a problemática Sophie, mas que no filme chegou a me dar certa vergonha alheia. Tudo bem que Alice acha que tudo aquilo é um sonho, mas isso não justifica a total inexpressividade dela. Mia não demonstra nenhum sentimento, independente do que está acontecendo!

Felizmente Johnny Depp estava lá pra levar o filme nas costas; apesar de já estar cansado da cara dele. Helena Bonham Carter é outra que consegue fazer uma Rainha de Copas divertida e sádica de forma brilhante e Anne Hathaway está a coisa mais linda desse mundo e eu quase precisei de um babador nas cenas em que ela aparecia.

A maravilha visual de Alice, que dá um banho a cada frame, as vezes é camuflada por um 3D tosco e mal feito em pós-produção. A conversão para três dimensões mais atrapalha do que ajuda. Exagerada, insiste em jogar coisas no espectador pra impressionar. Realmente não precisava (e eu podia ter saído da sala sem dor de cabeça).

Alice no País das Maravilhas é o primeiro filme que me faz sair do cinema e refletir nos motivos que levaram o estúdio a fazê-lo. Sério, porquê? Belíssimo, mas chato, sem ritmo e com um final desinteressante e vergonhoso. Não vai ficar na lembrança de ninguém e muito menos na história do cinema. Podíamos ter passado sem essa.

07 maio 2010

Lost - 6x14 - The Candidate


[com spoilers]

OMG o fim está próximo! E não existe final de qualquer coisa sem algumas baixas. Na boa, apesar de ter sido uma reprise da morte do Charlie, chorei copiosamente com o adeus do nosso casal de coreanos favorito. Não esperava mesmo que fossem matar algum personagem agora, daí os caras vão e me matam três logo de cara (ou quatro já que o Lapidus não apareceu, né?). Fora Jin e Sun eu caguei kilos pro Sayd. De chato ele passou a insuportável e quando a bomba explodiu eu não esbocei nenhum sentimento. A dúvida é: o cara não tinha perecido e voltado a vida enfeitiçado pelo Fake Locke? Bastou um papo com Desmondo pra desfazer tudo? Então pra que serviu aquele carnaval todo no templo? Ai, ai, ai...

Gostei bastante do flashsideway, todo o encontro do Jack e o Locke, dois personagens que sempre tiveram opniões contrárias, dessa vez também em outra realidade, mas apesar de interessante e até de dar nome pro episódio, não entendi pra que diabos prestou tudo aquilo? Se for me dizer que foi só pra conhecermos o motivo do Locke não querer ser curado eu vou falar que foi uma puta sacanagem. Isso era pra ter sido mostrado antes, não agora faltando três episódios pro fim.

Cada dia que passa curto mais o Fake Locke. Ele olha feio, mata sem dó, anda de cabeça erguida no meio de tiroteio; o maluco é muito sinistro! Mas agora eu quero ver ele e o Jack (a.k.a. novo Jacob) caindo no pau foda. :D

Bom é isso. R.I.P. Jin e Sun. Sentirei saudades.

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25 abril 2010

Lost - 6x13 - The Last Recruit


[com spoilers]

Caramba, foi só eu chorar um pouco no post passado que Lost me traz um episódio muito interessante, que começou meio morno sim, mas que do meio pro final foi bom pra caramba! "The Last Recruit" só voltou pra reforçar aquele papo que a querida Claudia Croitor vive dizendo (e eu assino embaixo): produtores, vocês deveriam ter colocado essas relações nos flashsideways muito antes, tipo no comecinho da temporada!

Divertido o papinho de Sawyer e Kate na delegacia, bacana a Sun reconhecendo o Locke no leito e bem legal Jack conhecendo sua irmã.

Agora produtores, acho que vocês ainda não se ligaram mas nós NÃO nos importamos com a Ilana, ok? Ao invés de colocar essa mulher sem graça que não serviu pra nada e só encheu o saco, coloquem algum personagem das antigas! Tipo, pode ser até a Rose ou o Bernard!

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Falando da captura dos losties pelo Widmore me veio na cabeça que Lost só tem filho da p*ta! Esse papinho de preto e branco não existe! Widmore, Ben, Fake Locke, Jacob e etc são tuuuudo farinha do mesmo saco!

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É, o Desmond só atropelou o Locke pra ele ter a visão da outra realidade, né? Que bosta, se fosse por vingança teria sido mais divertido. :D

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Agora uma parada séria. O nome do episódio é "O Último Recruta", a bomba explodiu na bunda do Jack e o Fake Locke ainda disse "agora você está comigo". Sério que o Jack vai virar um zumbi capacho do cara tipo o Sayid?! Ok, eu sei que tudo leva a crer nisso, mas poxa vida, o Jack não! Ele é o nosso herói desde o episódio piloto, não façam isso... =(

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Pooooorra Claire, porque você não atirou na Kate!

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Me emocionei com o reencontro da Sun com o Jin. E mais uma vez o Amor prova que é a cura pra todo o mal. Olha, não sei se vocês lembram, mas essa era a mesma resposta para os problemas do Harry Potter. :D

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Semana que vem não tem episódio, só vai rolar uma reprise de "Ab Aeterno"! The Candidate vai ao ar na semana seguinte, dia 04/05. Se liga na promo:

18 abril 2010

Lost - 6x12 - Everybody Loves Hugo


Por total excesso de afazeres e falta de interesse, esse que vos fala esqueceu completamente de escrever sobre o último episódio. Enfim, eis os comentários:

[com spoilers]

Olha, vou te falar que depois do episódio do Richard eu não ando com muito interesse pela série. Não consigo entender todo mundo pirando, falando que o episódio foi sensacional, explodidor de cabeças, muito f*da, etc. Sei lá, quando acontece algo surpreende eu me impressiono mas fica por ali.

Agora vamos ver se você não concorda comigo: não teria sido mil vezes mais legal se esse lance do Desmond tivesse rolado no começo da temporada? Sério, eu vou usar só fotos dele nas imagens de abertura do post de Lost de agora em diante porque o brotha é quem tá levando essa série pra algum lugar. Imagina só se desde o começo da temporada em todos os flashsideways a galera tivesse algum vislumbre da "outra realidade"?

Gostei muito do atropelamento do Locke (o verdadeiro :D) e fico torcendo pra que nessa experiência de quase morte ele tenha uma visão de sua outra vida, acorde, dê de cara com o Dr. Linus e parta pra cima do sujeito para esganá-lo; afinal, o cara matou ele. E não sei vocês mas pra mim ficou claro que o Desmond está tendo saltos constantes entre os dois mundos e por isso que ele atropelou o careca, em vingança por ele ter sido jogado no poço.

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Então realmente a ilha é um purgatório e os susurros são das almas penadas que não conseguiram descansar em paz? Putz, que feio! Me lembrou o Patrick Swayze (R.I.P.) quando encontrou o carinha do metrô em Ghost. =P

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Tipo, Lost tá interessante e tal, mas até agora tá empolgando pouco. Muuuito pouco... =/

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Promo de "The Last Recruit", próximo episódio:

15 abril 2010

24 Horas mais uma vez surpreende


[com spoilers]

Vocês não tem noção do quão feliz eu fico de falar bem de 24 Horas nesse blog. A temporada que antes vinha provocando uma imensa vergonha alheia, deu lugar a episódios empolgantes e dignos para o fim de umas melhores séries dos últimos tempos.

Não sei nem o que dizer sobre o último episódio (17º), só sei que ele me empolgou muito mais do que o último de Lost. Uuuuh polêmica! Ah vamos concordar, Lost tá interessante, responde algumas questões e tal, mas faz um tempinho que a série não me empolga MESMO! E isso 24 Horas tá fazendo fácil!

A madam president que agora tá me dando orgulho com uma fibra tão forte quanto do nosso saudoso David Palmer (aliás, sempre que citam o presidente dá um nozinho). E, caraca, Charles Logan! Ta aí um personagem legal pra caramba que deixou todo mundo de queixo caído na quinta temporada. Saudade da Martha...

Concordemos que ninguém sente dó pela morte da Renné, né minha gente? A gente sofre porque Jack sofre; e é fato que agora nosso herói vai pirar f*da. Sangue nos olhos e faca nos dentes pra cima desses caras!

Olha, dá orgulho dizer que estou com 24 Horas até o fim, mesmo passando por momentos constrangedores. Uma coisa é certa, esses produtores e roteiristas são malucos! Tudo pode acontecer! Tenho medo do que vem por ai...

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Vale dar uma lida nessa entrevista da Anne Wersching no Tv Guide. ;)

08 abril 2010

Lost - 6x11 - Happily Ever After


[com spoilers]

Aaaah como eu odeio não entender nada! Eu meio que já deveria estar acostumado depois de tanto tempo vendo essa série, né? Não gosto de falas que não fazem muito sentido, que são confusas e me deixam boiando. "Happily Ever After" não me empolgou tanto quanto a maioria da galera; foi um capítulo justo e necessário nessa trama, provando mais uma vez que os caras sabem onde estão indo e que Desmond é o cara!

Provavelmente nesses mais de cinco anos de série você já leu alguma teoria comparando a série com o mito da caverna de Platão (se você não conhece clica aqui e dá uma lida). Até umas temporadas atrás eu nunca achei que tivesse muito a ver com a série, mas depois desse episódio parece que os produtores se inspiraram de leve pra montar esse arco final de Lost. Se dá pra chegar a alguma conclusão por ela eu não sei, mas eu também não consigo imaginar qual é o significado dessa tal realidade alternativa. Na boa, tá uma interrogação na minha testa.

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A melhor coisa desse episódio foi o grande CALABOCA no povo que achava que a realidade alternativa não era nada. Tomem isso!

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Arrepiei quando apareceu a mãozinha do Charlie com o "Not Penny´s Boat". Fico imaginando o Dominic Monaghan chorando de emoção quando oferecem participações pra ele em Lost. Tadinho... =D

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E a véia da Eloise voltou com direito a um cabelão de algodão-doce e uma interpretação mais canastrona do que nunca!

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Sinceramente não entendi a do Desmond lesado no final seguindo o FakeSayd numa boa...

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Promo de "Everybody Loves Hugo". Ai caramba faltam só CINCO episódios pra acabar... @_@

07 abril 2010

O renascimento de 24 Horas


[com spoilers]


Não é novidade pra ninguém que a oitava temporada de 24 Horas vinha sendo um show de vergonha alheia toda semana. O último pior dia da vida de Jack Bauer, ao invés de ser memorável e épico pra fechar a série com chave de ouro, acabou sendo uma sucessão de equívocos onde personagens novos e pouco carismáticos tomavam o lugar do nosso protagonista em tramas desinteressantes.

Entretanto, partir do episódio 11 parece que os produtores de 24 Horas resolveram expulsar os macacos que estavam escrevendo a série e retomaram seus pontos. Foi perceptível a mudança de ritmo dos episódios, onde os personagens pararam de fazer coisas estúpidas e assumiram papel na trama. Enfim ganhamos um vilão, pois antes nem mesmo sabíamos dizer quem era o responsável por todo esse sucursal.

Mas sem dúvida o maior sopro renovador que a série recebeu foi o retorno de Jack Bauer as linhas de frente. É de uma estupidez sem fim limitar um dos personagens mais memoráveis da história da tv a um simples coadjuvante nos acontecimentos; algo que vinha acontecendo desde a sexta temporada.

Outro ponto positivo fica com Dana Walsh. Depois do fiasco de sua história particular envolvendo seu ex-namorado crimonoso que não interessou a ninguém, os produtores decidiram vestir a personagem como vilã de uma vez. A UCT continua com o pior RH do mundo? Sim. Mas pelo menos temos alguém pra odiar.

Fico extremamente feliz em elogiar a primeira série que aprendi a acompanhar e amar. Vamos torcer pra que as coisas continuem em ritmo progressivo e culmine num final apoteótico. Depois da ousadia em matar o presidente Hassan, eu estou bem confiante. Você não?